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Ossos Secos

 

 

Com o desejo de tornar conhecidos aos irmãos os assuntos que estou estudando, senti-me tocado em lhes escrever para que pela sabedoria, graça e humildade conferida a nós por Jesus Cristo, possamos juntos analisá-las inspirados na nobreza dos Bereanos (At 17:11).

Há algum tempo venho fazendo estudos a respeito da restauração de Israel (descendentes de Abraão, Isaque e Jacó) e, analisando a pertinência bíblica sobre este importante tema.

Entrando no mérito do estudo:

 

Em Ezequiel 37:1-28, é nos mostrado uma visão onde os ossos secos presentes em um vale, são restaurados novamente a vida E ele me disse: Profetiza ao espírito, profetiza, ó filho do homem, e dize ao espírito: Assim diz o Senhor IAVÉ: Vem dos quatro ventos, ó espírito, e assopra sobre estes mortos, para que vivam.” Ezeq. 37:9. Esses mortos que voltam a vida são da casa de Israel como nos diz o versículo 11 da passagem supracitada: Então, me disse: Filho do homem, estes ossos são toda a casa de Israel; eis que dizem: Os nossos ossos se secaram, e pereceu a nossa esperança; nós estamos cortados.”. Nessa época Israel estava sob o exílio babilônico ocasionado pelos seus próprios pecados, mas o Eterno os restauraria E vos tomarei dentre as nações, e vos congregarei de todos os países, e vos trarei para a vossa terra.” Ezeq. 36:24 (conferir também Ezeq 36:17-26). Mas será que esta profecia aborda a volta dos judeus do exílio babilônico? Lembre-se que a restauração a vida dos ossos estava sujeita a ação dos quatro ventos (guerras em profecias) e ainda, o Eterno os tiraria das nações e não somente de Babilônia.

As dispersões de Israel ocorreram três vezes:

A primeira foi no Egito Que a sua descendência seria peregrina em terra alheia, e a sujeitariam à escravidão e a maltratariam por quatrocentos anos” (Atos 7:6 – conferir com Gênesis 15:13); lá ficaram por 400 anos e em significativa parte do tempo amargaram as vicissitudes da escravidão. Como sabemos o Pentateuco (Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio) nos mostra o período em que a nação Israelita foi formada, iniciando pelo chamado de Deus a Abraão, até a preparação para o estabelecimento desta nação, que foi efetivamente realizada no livro de Josué.

O segundo exílio sofrido pelo povo hebreu foi quando Nabucodonosor, rei da Babilônia, sitiou Jerusalém em 586 a.C, levando-os ao cativeiro. Esse cativeiro ocorreu porque os governantes de Israel estavam cada vez mais ímpios e eram constantemente repreendidos por Deus e continuamente, rei após rei, pelos profetas do Eterno que diziam: E fez o que era mal aos olhos do SENHOR...” II Reis 24:19.

O terceiro Exílio ou diáspora ocorreu no ano 70 d.C, quando o general romano Tito deitou abaixo o santuário judaico conforme a profecia de Jesus Jesus, porém, lhes disse: Não vedes tudo isto? Em verdade vos digo que não ficará aqui pedra sobre pedra que não seja derribada.” Mat 24:2 e o povo foi disperso entre as nações.

Uma pergunta relevante ao tema: Após este acontecimento (70 d.C, diáspora judaica), teria o povo de Israel (literal, segundo a carne), perdido o papel de povo escolhido? Teria a igreja cristã (católica, adventista, ou qualquer outra) suplantado e se apossado das promessas de Deus feita ao povo de Israel? Foi o povo de Israel rejeitado como nação? Essas perguntas são importantes no entendimento das profecias e em sua contextualização.

Em Romanos 11:12 Paulo nos diz Digo, pois: porventura, rejeitou Deus o seu povo? De modo nenhum! Porque também eu sou israelita, da descendência de Abraão, da tribo de Benjamim. Deus não rejeitou o seu povo, que antes conheceu”. Se fizermos uma análise do livro de Romanos, constataremos que Paulo sempre afirma que o Israel literal tem um papel especial. Quando a nação de Israel foi formada pela direta intervenção divina, este povo deveria testemunhar aos demais povos a fé no verdadeiro e único Deus. Porém como vemos nas Escrituras o povo hebreu não seguiu os caminhos divinos, e acabaram seguindo os mesmos erros e abominações das nações, e isto lhes custou os exílios.

De todos os exílios (no Egito, na Babilônia e por último entre as nações), vamos nos ater ao último. A dispersão ocorrida no ano 70 d.C foi a mais duradoura e importante. Além de ser prevista pelos profetas (Levítico 26:33, Salmos 44:11, Salmos 106:27, Lamentações 1:3, Ezequiel 4:13-14), foi também profetizada por Jesus Por isso, eis que eu vos envio profetas, sábios e escribas”. A uns matareis e crucificareis; a outros açoitareis nas vossas sinagogas e perseguireis de cidade em cidade; para que sobre vós recaia todo o sangue justo derramado sobre a terra, desde o sangue do justo Abel até ao sangue de Zacarias, filho de Baraquias, a quem matastes entre o santuário e o altar.

Em verdade vos digo que todas estas coisas hão de vir sobre a presente geração. Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas e apedrejas os que te foram enviados! Quantas vezes quis eu reunir os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintinhos debaixo das asas, e vós não o quisestes! Eis que a vossa casa vos ficará deserta. Declaro-vos, pois, que, desde agora, já não me vereis, até que venhais a dizer: Bendito o que vem em nome do Senhor!” – Mateus 23:34-39. Jesus previu que Jerusalém seria destruída e o povo seria mais uma ver disperso pelos seus próprios pecados (findava as Setenta Semanas dada a Israel), e a dispersão entre as nações teria um tempo determinado. Em Lucas 21:24 sobre o mesmo cerco de Jerusalém, Jesus diz: Muitos serão mortos à espada, e outros serão levados como prisioneiros para todos os países do mundo”. E os não-judeus conquistarão Jerusalém, até que termine o tempo de eles fazerem isso.” Veja agora o que diz Paulo Meus irmãos, quero que vocês conheçam uma verdade secreta para que não pensem que são muito sábios. A verdade é esta: a teimosia do povo de Israel não durará para sempre, mas somente até que o número completo de não-judeus venha para Deus.” Rom, 11:25. Em outras traduções este tempo é chamado de plenitude dos gentios. O que isto quer dizer?

Como em outros exílios, Israel foi restaurado como nação. Em Números 23:19,20 Deus não é homem, para que minta; nem filho de homem, para que se arrependa. Porventura, tendo ele prometido, não o fará? Ou, tendo falado, não o cumprirá?  Eis que para abençoar recebi ordem; ele abençoou, não o posso revogar.”, vemos aqui que Deus não revoga suas promessas, isto agora vai tornar interessante o estudo, porque o próprio Deus fez promessas concernentes ao povo Israelita.

Os corpos celestes testificam das promessas de Deus!!!

Em algumas passagens da palavra de Deus, ele muitas vezes se utiliza de elementos da natureza para que sejam lembradas suas promessas. Depois do dilúvio, Deus faz uma aliança com Noé nos seguintes termos: O arco estará nas nuvens; vê-lo-ei e me lembrarei da aliança eterna entre Deus e todos os seres viventes de toda carne que há sobre a terra.” – Gênesis 9:16. O arco simbolizaria que Deus nunca mais destruiria a terra e os seres viventes como fez no Dilúvio (cf Gn 8:21 e 9:9-17). Para com a aliança que, o Eterno, fez com os israelitas, Ele se utiliza do sol, da lua e de outros elementos da natureza: Assim diz o SENHOR, que dá o sol para a luz do dia e as leis fixas à lua e às estrelas para a luz da noite, que agita o mar e faz bramir as suas ondas; SENHOR dos Exércitos é o seu nome”. Se falharem estas leis fixas diante de mim, diz o SENHOR, deixará também a descendência de Israel de ser uma nação diante de mim para sempre. “Assim diz o SENHOR: Se puderem ser medidos os céus lá em cima e sondados os fundamentos da terra cá embaixo, também eu rejeitarei toda a descendência de Israel, por tudo quanto fizeram, diz o SENHOR.”

E sabe por que o Eterno disse isso a respeito da nação Israelita? “porque os dons e a vocação de Deus são irrevogáveis”. Rm 11:29. Querido leitor: tão certo quanto são as leis que regem o sol, a lua e as estrelas, é certo que a descendência de Israel é uma nação escolhida. Temos aqui provas bíblicas de que o povo Israelita ainda que alheio ao evangelho de Jesus, o Messias (Yeshua Ha Mashiach), são uma nação escolhida perante o Senhor.

O povo de Israel esperava um governo do Messias essencialmente político, e que vencesse e humilhasse seus inimigos (Cf. Lc 1:69-74). Isto estava correto em parte, porém o povo Israelita não atentou que na presença do Messias, se iniciaria o tempo da Restauração (Cf Is. 2:2-4; Sal 72:8-11).

Apenas para citar, o apóstolo Paulo em consonância com a profecia de Jesus sobre a plenitude dos gentios que diz: Quando, porém, virdes Jerusalém sitiada de exércitos, sabei que está próxima a sua devastação. Então, os que estiverem na Judéia, fujam para os montes; os que se encontrarem dentro da cidade, retirem-se; e os que estiverem nos campos, não entrem nela. Porque estes dias são de vingança, para se cumprir tudo o que está escrito. Ai das que estiverem grávidas e das que amamentarem naqueles dias! Porque haverá grande aflição na terra e ira contra este povo. Cairão a fio de espada e serão levados cativos para todas as nações; e, até que os tempos dos gentios se completem, Jerusalém será pisada por eles. Lucas 21:20-24, também é enfático em Romanos 11:25-29 dizendo: Porque não quero, irmãos, que ignoreis este mistério (para que não sejais presumidos em vós mesmos): que veio endurecimento em parte a Israel, até que haja entrado a plenitude dos gentios. E, assim, todo o Israel será salvo, como está escrito: Virá de Sião o Libertador e ele apartará de Jacó as impiedades. Esta é a minha aliança com eles, quando eu tirar os seus pecados. Quanto ao evangelho, são eles inimigos por vossa causa; quanto, porém, à eleição, amados por causa dos patriarcas; porque os dons e a vocação de Deus são irrevogáveis.”

O chamado de Deus é irrevogável! Podemos seguramente afirmar que o povo Israelita ainda consiste em um povo especial, chamado dentre os gentios. Estão endurecidos à mensagem do evangelho, até que a plenitude dos gentios (nossa), esteja completada. Amém!          

José Pedro

 

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